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A próxima geração de CEOs

A necessidade de inovação num mundo em alta velocidade de transformação tem exigido empresas mais diversas

Pesquisa da Fundação Dom Cabral (FDC), realizada em parceria com a consultoria Michael Page, mostra que 53% dos profissionais que chegaram ao cargo de CEO passaram por áreas como comercial, estratégia, operações e marketing. O estudo diz que 7% dos líderes vieram da área jurídica, 14% do RH e 26% do setor de TI ou área digital. O levantamento ainda traz o dado de que apenas 8% dos CEOs são mulheres no mercado de trabalho brasileiro.

A necessidade de inovação num mundo em alta velocidade de transformação tem exigido empresas mais diversas. Neste cenário, o cuidado com os colaboradores e o desenvolvimento de equipes mais motivadas, integradas e colaborativas é um desafio para qualquer negócio. A felicidade no trabalho, o chamado “​​work-life integration”, exige mudanças profundas no modelo como entregamos resultado. Numa era de grande acesso à tecnologia, no qual os negócios enfrentam o desconhecido, as pessoas são o único diferencial, o grande ativo e um novo modelo de liderança se faz necessário.

Sendo assim, as áreas de “People” (RH, Gente e Gestão, entre outras denominações) estão convocadas a assumir o protagonismo, trazendo as provocações e o conhecimento necessário para transformar empresas em “escolas do futuro”, local de aprendizado e crescimento, criando o caminho para uma cultura e modelo de negócio que fomente agilidade e foco em pessoas: clientes ou colaboradores. People é o futuro das organizações, de onde devem emergir os próximos CEOs.

O futuro do trabalho está ancorado na flexibilidade, multidisciplinaridade, foco em entregas de valor cada vez mais personalizadas, colaboração, aprendizado contínuo entre outros. As lideranças não são mais os donos do conhecimento mas, aqueles que conseguem trazer o conhecimento e a colaboração para o time. É necessário criar uma direção clara e transparente, inspirar e provocar o crescimento das pessoas através dos resultados e aprendizados.

Empatia, resiliência, criatividade, flexibilidade cognitiva para lidar com times diversos e apoiar na solução de problemas complexos.. Novos tempos, novas habilidades requeridas. As organizações buscam cada vez mais profissionais com “habilidades humanas” A boa notícia é que agora precisamos ser muito bons naquilo que nenhuma máquina poderá substituir! A próxima geração de CEOs é, sem dúvida, “people-centered”.